A vida é um doce, em Paris!

 

Sou daquelas pessoas que tem vontade de comer doce diariamente e toda hora! para mim, a vida é um doce! Troco qualquer comida por um bom doce ou sobremesa, sem nem pensar duas vezes. E doce para mim tem que ter chocolate! Pudim de laranja, para mim, não é doce, simplesmente porque não tem chocolate! Entenderam minha obsessão por doces/chocolate? Pois bem…eis que fui à Paris estudar e uma das melhores coisas a se fazer em paris é aproveitar a sua patisserie. É de dar água na boca! Vou logo falando que nem tudo que reluz é ouro heim! Tem doce que é lindo na vitrine mas uma perda de tempo (e dinheiro) à primeira mordida. Então, saiba escolher e atente-se para um detalhe: os doces franceses não são muito doces (açucarados) como os doces brasileiros, mas definitivamente você tem de prová-los!

Vou confessar uma coisa para vocês, o que mais comi em Paris foi: éclairs! Todo dia eu comia um éclair. Mas você sabe o que é um éclair? O éclair é um doce da patisserie francesa que se assemelha ao formato da “bomba” aqui no Brasil, mas a massa do éclair é bem diferente da massa da bomba do Brasil e é oca por dentro, onde eles recheiam com o sabor desejado (geralmente ele vem recheado com creme de confeiteiro) e cobrem com glacê. Resumindo: o éclair francês parece a bomba brasileira mas é bilhões de vezes mais gostoso! Como sou chocólatra assumida, só comi os de chocolate! Gente, eu super recomendo que provem os éclairs na França, porque realmente são divinos e você não vai encontrar nada parecido aqui no Brasil. Dos que eu provei, gostei muito dos da Dalloyau. A história da Dalloyau começa quando Luis XIV traz sua corte para Versalhes em 1682. Assim que Luis XIV descobre o talento do padeiro Charles Dalloyau, o nomeia padeiro oficial da corte em Versalhes e em 1802, Jean-Baptiste Dalloyau abre a sua casa gourmande em Paris. História, à parte,  o que realmente interessa é que tudo da Dalloyau é delicioso, sejam seus doces ou mesmo a refeição, tudo vale a visita! Como não tinha muito tempo para me aventurar, fui na da Galeries Lafayette e provei claro, seus éclairs: amei!

Também gostei muito dos éclairs da L´éclair de Génie. Aqui você encontra uma infinidaaaaaaaade de éclairs e para os amantes de éclairs isso pode provocar fortes palpitações.  A L´éclair de Génie é apontada como “o” lugar para se degustar um éclair em Paris e tudo começou quando o chef Christophe Adam, após fazer um grande sucesso como chef pâtissier na Fauchon, fundou sua loja em 2012. A partir daí o sucesso foi estrondoso e hoje Christophe é considerado o papa do éclair. Eu fui no quiosque da Galeries Lafayette e claro que provei, mas como sou fiel aos sabores que me apetecem, fiquei no chocolate mesmo e não me arrependi nem um pouquinho! Vale ressaltar que os preços variam de acordo com o sabor do éclair, ok?

Mas e os macarrons???? Claro que comi, mas preferi provar outros macarrons. E foi a minha sorte! Se você acha que os macarrons da Ladurée são maravilhosos, prepare-se para provar algo infinitamente melhor: macarrons Pierre Hermé. Para quem não sabe, Pierre Hermé é conhecido como o Picasso da confeitaria francesa, tudo o que ele faz de algum jeito fica maravilhosamente delicioso e não podia ser diferente com seus macarrons: divinos! Gente…nunca comi um macarron com uma textura tão macia; ele derretia na boca e era crocante ao mesmo tempo! Para constar também, seus maccarrons são apontados como os melhores do mundo; pouca coisa, né?!? Alguns sabores são diferentes como flor de rosas (na verdade chama-se infinement rose), iogurte com limão, mogador (maracujá com chocolate), satine (laranja com cream cheese e maracujá), mas tem os sabores comuns como baunilha, caramelo, pistache, coco, tangerina e os macarrons de dois sabores como menta com chocolate entre outros. Os sabores podem mudar de acordo com a estação e com isso, novos sabores surgem também. O que nunca mudará será a sua vontade de voltar na loja para comer mais macarrons, até porque além da loja ser super elegante, os macarrons são tratados como itens de luxo e vêem em caixinhas fofíssimas. Para você ter uma ideia do tanto que eles levam a sério essa coisa do macarron, dentro de cada caixinha tem um menu dos sabores dos macarrons e outra com a coleção de macarrons da estação vigente, tal como acontece no mundo da moda. Luxo, né?!? Mas saiba que nem só de macarrons vive Pierre Hermé, também tem os chocolates, as glaces (sorvetes) e a patisserie; todos deliciosos assim como tudo o que ele faz!

Também provei ouro macarrons muito saboroso, os macarrons de Jean-Paul Hévin. Para quem não sabe, Jean-Paul Hévin é um mestre chocolatier francês com mais de 25 anos de carreira e que leva o chocolate muito a sério. para Hévin, o chocolate/cacau é uma matéria-prima de suma importância e por isso ele escolhe sempre os melhores para as suas criações. Mas apesar de ser muito conhecido por ser um dos chocolatiers (mestre chocolateiro) mais famosos da frança, o que provei mesmo em sua boutique na Galeries Lafayette Gormet foram seus macarrons. Realmente valem a mordida. Apesar de não serem baratos, são deliciosos e vêm numa caixinha muito elegante. Recomendo provar e se for trazer para o Brasil, deixe para o último dia, pois eles perdem a crocância rapidamente.

Ir à paris e não provar o chocolate quente da Angelina é um verdadeiro pecado! Eu como não gosto de pecar…fui na Angelina! A Angelina é uma casa de chá muito famosa em Paris. Existem várias Angelinas na cidade, mas a que fomos (eu e as meninas do Marangoni) fica na famosa Rue de Rivoli, em frente ao Jardin de Tuileries. A casa além do elegante salão de chá ao fundo, tem uma lojinha na frente onde você pode degustar os doces e chocolates ali mesmo ou comprar e levar para casa (sempre que dá, compro o chocolate em garrafa deles e trago para o Brasil, pois é muito bom). Como não sou boba nem nada, sentei-me no salão de chá e fui logo pedindo o meu “Mont blanc”, um doce a base de suspiros recheado com creme de leite e coberto por um creme de castanhas portuguesas que parecem fios de lã. Confesso que não gosto de castanha portuguesa, mas de alguma forma eu gosto deste doce, só acho que por ser beeeeeeem doce, ele tira o sabor do chocolate quente então quando for, peça um chá ou uma água para acompanhar ou então prove em dias diferentes para não estragar o sabor de ambos.

Mas se você estiver precisando de algo mais gelado, super recomendo provar o maravilhoso sorvete Berthillon. A sorveteria foi fundada em 1954 por Raymond Berthillon, onde antes funcionava o café Le bourgogne, também propriedade da família. Todos os ingredientes são naturais e isso se reflete no sabor inigualável! Só tem um detalhe: a única sorveteria Berthillon fica na Rue Saint Louis, 31 em L’ile e por conta disso às vezes tem filas enormes na porta. Além de sorvetes, a Berthillon tem também um salão de chás. Você até encontra outros restaurantes em paris que vendem os sorvetes da Berthillon, mas certamente só na sorveteria da Berthillon que você encontrará os mais de 70 sabores. Quando eu fui, além de provar o sorvete, comprei alguns doces: brownie e a tarte tatin de maçãs. O brownie é divino e vale ser degustado! Já o sorvete, é difícil escolher apenas um sabor. Minha gula sempre aponta para dois sabores: pistache  (meu preferido) e o de caramel au beurre sallé (caramelo salgado, muito comum na França e doce). Deliciosos!!!! E o melhor é que o preço não é tão salgado assim! mas se você quiser comprovar a rixa entre a Berthillon e a Amorino, a alguns passos de distância, há uma sorveteria Amorino (aquela que serve o sorvete em formato de flor) e você pode comprovar qual dos dois é o seu preferido. O meu sempre foi e será Berthillon!!!!

Pode falar de doce português em post sobre Paris? Pode!!!! Então falarei…Estava eu alegre e sorridente passeando pela Galeries Lafayette Gourmet quando me deparei com um quiosque de pastéis de nata de Belém chamado “Le meilleur pastel de nata de Lisbonne” by Aloma. Meu pré-conceito era: não gosto de doces à base de ovos, então…seguirei em frente! Mas como estava passeando com uma amiga portuguesa, ela logo me ofereceu o quitute e fui provar! Gente…neste momento o céu se abriu e eu vislumbrei o paraíso em apenas uma mordida! Meu Deus como é bom! O pastel lembra o formato de uma empada brasileira, mas a semelhança pára por aí. A massa do pastel de nata é deliciosa e crocante como se fosse uma massa folhada, o recheio cremoso, suave e gostoso e como a amiga portuguesa me ensinou, polvilha-se canela no pastel para acentuar mais o sabor e foi isso que fiz! Agora junte à esta maravilha, o fato do pastel ter saído naquela fora do forno e a um atendimento em português (de Portugual), muito atencioso e simpático. Um sucesso! Nem preciso dizer que voltei inúmeras vezes para comer este pastel de nata com canela polvilhada e tomar um cafézinho. Certamente este pastel entrou para a minha lista de doces preferidos da vida tal como o brownie, o éclair, brigadeiro e o petit-gateau. Enfim…provem e comprovem!

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