Sua música desafina?

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Vocês escutam música? Eu sim! Eu posso dizer que cresci ouvindo e escutando música. Meu pai desde sempre inventava músicas para me fazer dormir. Eu nunca dormia, é bem verdade, mas lembro-me dele cantando e das músicas até hoje! Meu avô compunha muitas letras de música e com isso, os finais de semana eram regados a serestas sem fim. Para uma criança do alto de seus 4 anos de idade, o som não era tão agradável quanto escutar Uni Duni Tê do Trem da Alegria ou qualquer coisa do Balão Mágico, confesso; mas não achava ruim, apenas…diferente, afinal “Não se reprima”do Menudos era o meu lema. Mas eu gostava mesmo era da atmosfera: todos reunidos, com violão, cantando com a alma músicas que mexiam com qualquer pessoa. Eu me lembro até hoje de meus avós cantando “Carinhoso” e “Trem das Onze”; êta tempo bom! Minha avó materna também cantava boleros como ninguém!

Mamãe só dormia ouvindo música e naquela época o “Good Times 98” era o máximo; eu adorava o George Michael cantando “Careless whispers”. E o que dizer de “Lua e Flor” do Oswaldo Montenegro e “Bem que se quis” da minha amada Marisa Monte? Inesquecíveis, não é mesmo? Elas embalaram minhas férias em 1989; para uma criança de 7 anos era algo muito incomum esse gosto musical, mas…que mal havia nisso?

As noites de verão da minha pré-adolescência eram curtidas na varanda de casa cantando músicas embaladas pelo som do violão tocado magistralmente pela minha tia. Perdi até as contas de quantas vezes a fiz tocar “Marinheiro só”, “Cativar”, “Andanças” e “Gato Preto”; ou quantas vezes me emocionava cantando “Amigo” do Milton Nascimento ou “Rosa de Hiroshima” do Vinícius de Morais, mas interpretada de forma exemplar na voz de Ney Matogrosso.

Mas o tempo foi passando e o Cazuza foi entrando em minha vida sem pedir licença; mas… “Faz parte do meu show”, ou melhor, do show do Cazuza! Assim como “Codinome Beija-flor”, “O tempo não pára” e tantas outras. Tudo isso, devo muito aos meus irmão mais velhos (são mais de 6 anos de diferença de idade), portanto muito do que eu ouvia, eram as músicas que meus irmãos meus velhos gostavam como todas do Renato Russo (minha preferida era Ventos do Litoral e Somos tão jovens), algumas da banda Nenhum de nós (Camilaaaaaaaa), Engenheiros do Hawaí e tantas outras bandas que eram MUITO top naquela época. E as músicas internacionais? Sim…cantava muitas (com o nível de inglês da Pepê e Neném), como algumas do Information Society, Madonna, AHA  (eu era apaixonada pelo vocalista do AHA); e tempos depois já  me achava “A” própria Whitney cantando ou uma Mariah Carey, tamanha “embromation” que eu tinha! kkk E não posso esquecer da minha fase de adolescente super rebelde sem motivo algum, em que OASIS simplesmente escrevia para mim! Poderia definir aquele período da minha vida como “Wonderwall” do Oasis, claro!

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Hoje, como boa geminiana, há dias que prefiro ouvir um Michel Bublé (eu amo MB num nível MASTER), uma Alicia Keys, Marisa Monte…mas também tenho meus momentos de alegria infinita em que só me importa ouvir um ritmo bom e dançar! Mas porquê eu contei toda a história da minha vida através da música? Pra quê todo esse blá blá blá?

Muito simples: reparei que cresci escutando músicas que tinham uma letra/mensagem coerente, interessante ou até mesmo que me fazia refletir. Nunca meus pais me deixaram ouvir ou assistir algo que não fosse pertinente ao meu entendimento (de acordo com minha idade). Mas e você? A música que você escuta está te passando que tipo de mensagem? Porque hoje, eu ligo o meu rádio e ouço MUITA porcaria e preciso trocar imediatamente a sintonia, porque por mais legal que seja o ritmo, algumas letras simplesmente não me acrescentam NADA, são verdadeiros apocalipses musicais ou enormes poluições sonoras. Eu quero e preciso ouvir algo que conforte meus ouvidos, alma e coração, mas fica difícil com certas letras. Você concorda com aquilo que está ouvindo? Porque apesar do ritmo de algumas canções serem até legais, a letra é de uma baixaria absurda! E aí você acaba por alimentar os seus ouvidos com lixo…Será que seu ouvidos merecem lixo?

Eu sei que cada um ouve/escuta o que bem entender! Mas muito daquilo que você ouve influencia a criança que está do seu lado. Como uma criança interpreta uma letra de música cheia de palavrões? Seria mesmo adequado e necessário deixar uma criança ouvir e fazer as coreografias altamente sensuais -para uma criança- de certas músicas? Será mesmo? Eu não tenho filhos no momento, mas fico pensando no que deve passar na cabecinha de uma criança quando ouve: “senta, senta, senta” e faz a coreografia! Será que estamos contribuindo realmente para o desenvolvimento desta criança, ou será que estamos avançando etapas de uma das melhores fases da vida: a infância? Cada música tem seu ouvinte, cada ouvinte interpreta-a de uma maneira diferente, mas nem toda música deve ser ouvida em alto e bom som.

Vivemos em sociedade, por mais difícil que possa parecer, e é exatamente por isto que deveríamos nos policiar ao ouvir certas coisas. Porque hoje em dia, os valores estão tão deturpados que tudo passa a ser”normal” quando na verdade não são de fato! Preste atenção no que ouve! Não seja engolido por letras que não te representam. Seja você! Pense, reflita e escolha ouvir algo que te faça melhor a cada dia, porque música foi feita para ser ouvida e sentida; já o barulho…este só serve para incomodar mesmo! Eu não sei vocês, mas música para mim, tem de ser afinada!

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Boa reflexão para vocês e uma ótima noite! Se vocês gostaram deste post, deixem um comentário, sugestão ou até sua crítica. Vou adorar responder! Não esqueça que quem se inscreve no blog, lê os posts primeiro. Beijos mil…

 

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