Lima: dicas gerais e primeiras impressões

 

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Oi gente linda que me acompanha por esta blogosfera! Tudo certinho com vocês? Bem gente…Hoje contarei um pouquinho sobre minhas primeiras impressões de Lima e algumas aventuras no primeiro dia da viagem. Acho que já mencionei que nossa viagem foi: Lima + Cusco + Machu Picchu + Puno + Lago Titicaca (estes dois últimos fazem parte da Rota do Sol peruana), mas de qualquer forma é sempre bom relembrar. Eu adorei o Peru e se você também pretende visitar o país vale dar uma lida nestes posts que virão. Vem comigo…

Nossa viagem foi decidida aos 45 minutos do segundo tempo kkk, então só tínhamos 9 dias para visitar tudo o que queríamos e apenas 3 semanas para programar toda a viagem. Eu AMO programar e fazer todo o roteiro das minhas viagens, mas como simplesmente não tinha tempo suficiente, preferi fechar com uma agência de viagens, pois achei que seria mais fácil já que depois do dia 01 de julho deste ano, muitas regras de visitação mudaram em Machu Picchu e ficamos receosos de fazer tudo sozinhos. Eu pesquisei pela internet mesmo e fiquei chocada com os valores cobrados pelas agências brasileiras até que descobri a agência “Viagens Machu Picchu“, uma agência peruana que fazia muitos pacotes focados em turistas brasileiros. Claro que resolvi ligar e falei com o Sr. Juvenal (que fala português muito bem, viu?). O telefone da agência para o qual eu ligava é de São Paulo, então não precisa ter medo de ligar e encontrar surpresas na conta de telefone no final do mês. As passagens focaram por nossa conta e como já mencionei em outro post, comprei pelo site da Decolar todas elas juntas, já que assim não teria problemas com atrasos ou cancelamentos.

Chegamos a Lima no início da tarde e infelizmente tivemos algumas surpresas desagradáveis: além do voo atrasado nossas bagagens não chegaram ao destino. Para começar, o aeroporto de Lima “Jorge Chávez”, não fica bem em Lima e sim no distrito de Callao, que é uma cidade portuária a 10km de Lima. Callao não é uma cidade turística, definitivamente e vale lembrar que o trânsito ali beira à loucura, mas é o melhor meio de se chegar a Lima.

Na verdade, Lima é um distrito que possui nove quilômetros quadrados e foi “criado” em 1857. Segundo algumas fontes, ele era conhecido como “Ciudad Heroica” (Cidade Heróica), por ter sido um dos principais fortes de defesa na guerra contra o Chile. Deixando a história de lado, Lima é uma cidade…nublada!

O bairro de Miraflores, onde ficamos, está localizado na parte sudoeste de Lima, no litoral do Oceano Pacífico e ele é comporta outros distritos: San Isidro, na parte norte e Santiago de Surco na parte leste. Miraflores é bem cuidado, com muitos jardins e alguns lugares legais para visitar como: parques, restaurantes e o shopping Larcomar. A impressão que tive é que seria a parte nobre de Lima, assim como Ipanema no Rio de Janeiro. Mas a diferença é que existe a parte alta de Miraflores, onde ficam as construções em sua maioria e a parte baixa, onde fica a praia.

A praia é um capítulo à parte;  não tem areia, é tudo pedra! Não dá para estender uma canga e curtir um sol deitada ali. Vi muitas pessoas sentadas nas pedrinhas (todas em formato arredondado e coloridas), mas achei bem desconfortável. Diria que a praia é mais para surfar mesmo. Aliás, é muito estranho estar de cara para a praia no oceano Pacífico e não conseguir enxergar muita coisa por causa da falta de sol. Imagino que em dias de sol deve ficar uma vista linda, mas pelo que li, dias de sol não são muito comuns em Lima, o que não chega a tirar a beleza da cidade.

Nós ficamos no Embajadores Hotel bem próximo ao shopping Larcomar e apesar de ser bem localizado, não recomendo por ser um hotel muito antigo, com um banheiro que precisa ser remodelado urgentemente e um café da manhã que decepciona. Os funcionários são muito simpáticos e solícitos, mas o quarto não vale a pena.

Próximo do nosso hotel há o já conhecido Hotel IBIS e acho que pode ser uma boa opção para quem não quer gastar muito, já para os mais ricos e afortunados há o hotel JW Marriott  que além de lindíssimo fica bem em frente ao shopping Larcomar. Notei que as tomadas do hotel eram diferentes das nossas aqui no Brasil, então não esqueçam de levar um adaptador e para ciência de todos, a voltagem no Peru é 220w.

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Como ninguém da agência apareceu no Hotel para nos receber e explicar sobre a cidade (conforme descrito no pacote), nos restou simplesmente fazer por nossa conta e risco descobrir o comércio local e sinceramente não teve mistério algum. O comércio principal fica localizado na Avenida Larco a uma curta caminhada de 10 minutos do nosso hotel e nesta Avenida dá para comprar um chip de alguma operadora de telefonia local para poder fazer ligação de celular e ter internet durante a viagem e fazer o câmbio da moeda (tente trocar por notas pequenas por causa de troco). A moeda do Peru é o “sole peruano” e atualmente ela vale um pouquinho mais que o real brasileiro. Vale ressaltar que o câmbio em Lima é mais em conta que em Cusco e mais ainda que em Machu Picchu, então troque seu dinheiro aqui. Se você pretende ir a restaurantes badalados, melhor separar uns 250 a 300 soles para 2 pessoas, mas se sua viagem é econômica, dá para gastar em média 100 soles por dia e comendo bem.

Depois de resolver nossa vida fomos passear pelo shopping Larcomar. Este shopping tem uma vista lindíssima; ele foi construído nas rochas, debruçado no oceano Pacífico. Não é um shopping muito grande, mas tem boas lojas e excelentes restaurantes, portanto vale a visita, nem que seja para tomar um drink curtindo a vista. Se já estiver no shopping, não deixe de entrar na loja de chocolates “La Ibérica” e provar seu chocolate: é uma delícia! Há lojas muito bacanas de artesanato local neste shopping, mas atenção: não compre artesanato em Lima, deixe para comprar em Cusco porque é mais em conta e há mais variedade.

Se bater aquela canseira, não titubeie e pegue um táxi, mas fique atento pois os táxis no Peru não possuem taxímetro, então antes mesmo de entrar no carro, negocie o preço da corrida com o motorista. Claro que assim como em toda cidade grande, também há aproveitadores em Lima. Pegamos um táxi de um motorista safadinho que após fechar o preço teve a cara de pau de dizer que não tinha troco; portanto, na hora de pegar táxi, tenha notas pequenas porque se tiver notas de 50,00 ou 100,00 soles peruanos eles tentam te extorquir só porque você é turista. Para uma carioca com mais de 30 anos de malandragem, foi o fim da picada ouvir esse tipo de desculpa esfarrapada: dei um ataque e o troco surgiu como mágica! kkk

Como a gastronomia peruana é incrível, reservamos uma mesa em um restaurante super especial para celebrarmos nosso primeiro almoço: o restaurante La Rosa Náutica e para  o jantar, reservamos uma mesa no restaurante Huaca Pucllana, mas contarei tudinho no próximo post sobre os restaurantes que visitamos em Lima.

Devidamente alimentados, resolvemos queimar as calorias do almoço em um delicioso passeio pelo “Parque del Amor”. Este parque foi inaugurado no dia dos namorados (14 de fevereiro) em 1993 e nele encontra-se a escultura El Beso, obra de Victor Delfín, que representa o abraço romântico de um casal. Todo o parque conta com muros cheios de azulejos e frases famosas de artistas peruanos que lembra muito o trabalho em mosaico do Parque Güell, de Antoni Gaudí, em Barcelona.

A vista realmente é muito bonita e inclui a orla de Lima e as montanhas de Chorillos ao fundo. Ali também fica o posto de voo livre em Lima, que trata-se do voo de parapente com duração de 10 minutos pelo custo de 270,00 soles peruanos (vale pechinchar). Para quem se interessa por este tipo de aventura (eu adoro) recomendo fazer aqui porque no Rio de Janeiro é MUITO mais caro!!!

Há também o passeio do “Circuito Mágico das Águas”, que fica no parque de La Reserva. Este parque fica bem em frente ao Estádio de futebol Nacional localizado entre a Av. Arequipa e a rua Passeo de La Republica. Nós não fomos a este passeio então não dá para opinar, mas segundo alguns brasileiros que conhecemos na viagem é bem legal. Trata-se de um show noturno com projeção de luzes e lasers nas fontes de água sincronizadas com músicas peruanas.

Para quem gosta de badalação, vale visitar o bairro mais boêmio de Lima: Barranco. Ele também fica de frente para o oceano pacífico e é conhecido por “BARranco”, ou seja, um reduto de bares, mas nem só de bares vive o bairro, há também muitas galerias e museus de arte por ali. O agito começa à tardinha e por ser um reduto de bares e atrair muitos jovens há que se ter um certo cuidado com seus pertences. Caso queira passar o dia inteiro por lá, vale pegar um mapinha do local no Centro de Informações Turísticas, mas há visitas quase que obrigatórias: a loja Dédalo, uma loja que proporciona uma verdadeira experiência de compras com roupas, objetos de design e artesanato localizada em um antigo casarão e a “Puente de los Suspiros”, cuja construção de madeira data de 1876. Uma coisa é certa: Barranco deve ser o bairro mais colorido e pitoresco de Lima!

Bem gente linda, estas foram minhas primeiras impressões e dicas básicas de Lima. Espero que tenham gostado e que os ajude de alguma forma. E vocês, têm alguma dica bacana de Lima? Compartilha aqui nos comentários. Aproveitem para se inscrever no blog e ficar por dentro do que acontece neste espaço. Se gostaram deste post deixem um like/curtida, isso é muito bom para saber o que mais os interessa. Eu voltarei em breve com mais dicas e novidades. Um beijo cheio de energia positiva e até o próximo post…

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