Vamos viver mais com menos…

blog2Oi gente linda e cheia de brasilidade, como vão todos vocês? Sejamos positivos e vamos pensar em abundância que coisas boas sempre chegam até nós, não é mesmo?!? Pois hoje é mais ou menos por aí que vamos ficar. Vocês já pararam para pensar na quantidade de informação que recebemos todos os dias? Seja no rádio, na TV, pelas redes sociais, pelos jornais, pelos anúncios impressos que permeiam nosso caminho durante a jornada de trabalho…Gente, é muita informação! É muita mensagem nas entrelinhas, muita propaganda estilo “compre aquilo que você necessita mas que na verdade não te servirá de nada, mas mesmo assim compre”, muita gente se exibindo de forma desnecessária, muita informação negativa, algumas sinceramente me pergunto por quê foram repassadas adiante; mas apesar de sermos engolidos por uma enxurrada de informação, o conteúdo desta informação é em sua maioria inútil ou pouco funcional.

Será que para ser feliz eu preciso realmente ser uma pessoa de posses: ter o carro do ano, a “bolsa-tendência-do-momento”, me vestir como uma vitrine de grife, ter o cabelo que 99% da sociedade brasileira  dos “bem-sucedidos” têm, ser CEO de alguma empresa multimilionária e postar fotos das férias de verão passadas na Europa? Será mesmo? Quando foi que nos ensinaram que para ser feliz precisamos TER e não SER? blog3

Nascemos sem absolutamente NADA, apenas uma vontade imensa de aprender e ir adiante e assim aprendemos a andar, falar e a fazer tudo com a ajuda daqueles que nos amam. Com o tempo aprendemos o sentido das coisas, o valor das pessoas e a agradecer por tudo o que nos foi dado. Mas acontece que no meio deste caminho de aprendizado, às vezes nos deixamos contaminar por mensagens com conteúdos totalmente superficiais e que desvalorizam o sentido do que realmente importa na nossa vida. Então ao contrário de reclamarmos que não temos o carro do ano, agradeçamos às pernas que nos levam para onde quisermos; ao invés de desperdiçarmos nosso dinheiro com artigos que trarão apenas uma satisfação momentânea, façamos algo produtivo para alguém que pouco ou nada tem, seja um pão, um abraço ou uma palavra de conforto, porque este tipo de satisfação será muito mais plena do que a outra; ao invés de perdermos nosso tempo nos contaminando com mensagens negativas, sejamos simples ao ponto de enxergarmos a beleza e a bondade no meio do caos, porque sempre há luz na escuridão, o problema é a nossa cegueira seletiva.

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Não cabe a mim julgar o certo e o errado nas coisas e nas pessoas, afinal de contas eu também erro, mas o que quero dizer é que a vida de uma forma mais simples é muito mais leve! A simplicidade é saber enxergar o valor das coisas, das pessoas e do tempo; é perceber que estar na companhia das pessoas que amamos vale muito mais que aquela bolsa que você tanto sonha, porque a bolsa não estará lá para te ouvir quando precisar de ajuda, nem vai gargalhar com você dos momentos triviais do dia a dia. O que é mais importante na sua vida: um relógio ou o tempo? De que adianta TER o relógio se já não tivermos mais TEMPO para aproveitar a vida? Saibamos valorizar o que realmente importa.

Claro que conforto é sempre bom, mas devemos ter cuidado para não nos tornarmos escravos de um estilo de vida que não é o nosso. Acredito que este tipo de comportamento um tanto “superficial” é o resultado do tipo de informação que recebemos diariamente e da forma que processamos esta informação. Já perceberam a quantidade de anúncios que nos fazem querer comprar algo que não precisamos mas que achamos que precisamos porque “todo mundo tem e eu preciso ter também”, seja isso um celular, um batom, uma viagem ou um livro? Temos que aprender a selecionar esse tipo de informação e dizer a nós mesmos:”eu não preciso disso para ser feliz”. Para alguém que trabalha com a Imagem pessoal e com o universo da moda, isso não é nada fácil, mas tento me manter centrada em valorizar a “essência” e não a “embalagem”.

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Acho que este post ficou um tanto “reflexivo” rs; mas tive vontade de escrevê-lo porque neste universo das redes sociais onde todo mundo é muito feliz e onde tudo gira em torno do TER senti necessidade de fazê-los pensar no verdadeiro sentido das coisas. Afinal de contas, não precisamos TER nada para sermos felizes, precisamos apenas SER e saber agradecer todos os momentos que nos fazem rir, chorar e aprender cada vez mais. Precisamos ser mais nós mesmos, viver nossa própria vida, sermos felizes com o corpo que temos, rir das nossas próprias piadas, aprender com nossos próprios erros e valorizar mais as pessoas e não “coisas”, porque a vida é para ser vivida e não ensaiada ou fotografada tal qual um editorial de moda ou o feed da nossa rede social. Gente…ser feliz é simples, nós é que complicamos a vida tentando ser o que não somos. Então sejamos mais leves e libertemo-nos de tudo àquilo que não é necessário ou que nos faz sofrer.  Vamos viver mais com menos! Você vem comigo????

Espero que tenha feito você refletir um pouquinho e que tenha ajudado-o a abrir os olhos para as coisas mais simples da vida. Se você gostou deste post, deixe um like e não esqueça de se inscrever no blog para ficar por dentro de tudo o que acontece por aqui. Uma ótima semana e até o próximo post…

Festinha do Divahgando!!!

Hello gente linda do meu Brasil varonil! Lembram que falei há alguns posts atrás sobre o aniversário do blog de 1 ano? Pois bem, o blog fez 1 ano este mês e teve festinha, claro! E foi MUITO legal!

A festinha aconteceu este fim de semana e contou com a participação dos primeiros seguidores do blog e amigos íntimos. E foi cheio de boas risadas e momentos que entraram para a memória como especiais.

Claro que toda boa festinha e cheia de guloseimas e boa comida e aqui não foi diferente! O bolo na verdade foi uma deliciosa cheesecake de doce de leite feita com todo o carinho pela Lívia Prati, autora do Blog “Receitas da formiguinha” (recomendo muito seguir pois todas as receitas são de comer rezando e bem fáceis de fazer), os docinhos e algumas comidinhas ficaram por conta da pessoa que voz escreve: a própria Divahgando kkk; os cupcakes foi uma doação muito bem vinda da amiga Karina, assim como alguns salgados e a palha italiana foram doações das amigas Carla e Aline (obrigada meninas), já a decoração e os arranjos florais foram todos feitos pela mommy. Ficou uma graça! Eu adorei tudo porque era simples e a minha cara!

Mas foi só isso Divahgando? Não, claro que não! Teve brinde sim e teve muita animação e novas ideias para o blog, aguardem heim! Mas sabe o melhor de tudo? O melhor de tudo são vocês que me seguem e que me fazem querer melhorar a cada dia mais um pouquinho! É muito bom saber que este foi apenas o primeiro ano de muitos que virão e espero sempre poder contar com o carinho de todos vocês desta blogosfera, afinal…a vida é feita de bons momentos, bons amigos e uma grande dose de boas risadas…o resto é aprendizado!

Obrigada mais uma vez por fazerem parte deste meu mundo que fica a cada dia mais feliz e mais leve! Sem vocês, tudo seria tão chato; que bom poder compartilhar estes momentos aqui! Um beijo cheio de cor para todos vocês e uma semana linda de viver…Até breve!

Divahgando faz 1 ano!!!

Oi pessoal! Hoje é um dia muito especial para mim e para o blog: há exatamente um ano eu escrevi meu primeiro post neste blog. Para muitos isso pode até não significar nada, mas para mim significa uma satisfação imensa em abrir meu mundo e poder compartilhá-lo aqui com vocês.

Escrevo todos os posts com todo o carinho do mundo e tento fazer tudo da melhor maneira possível para que fique interessante não só para mim, mas para vocês também. A ideia de escrever neste espaço sempre povoou minha mente e há exato um ano atrás decidi dar o primeiro passo, bem tímido mas que fez tanta diferença nos meus dias! Escrever sempre foi algo que me fez feliz e poder dividir tudo o que escrevo com vocês é muito bom!

Obrigada por me acompanharem durante todo este tempo, seja lendo, curtindo, comentando ou apenas torcendo. A ajuda de vocês significa muito e fico muito feliz com cada curtida ou compartilhamento de informação, afinal…consigo tocar de alguma forma a vida das pessoas. Em um mundo onde a maioria das pessoas não tem quase tempo para nada, saber que alguns de vocês separam um pedacinho de espaço em suas vidas para ler o que escrevo é quase um sonho de tão inacreditável. Por isso, agradeço à todos os seguidores, aos amigos e todos que curtem o blog. Muito obrigada mais uma vez!

E como todo aniversário merece festa e comemoração, fiquem ligados aqui nas novidades porque durante todo o mês de outubro sortearei alguns mimos para todos vocês que me seguem. Para participar, já sabem…inscrevam-se no blog e nas redes sociais (instagram/facebook) do blog. Quanto aos sorteios deixarei todas as dicas pelo instagram, é só acompanhar! Além disso, teremos bolo sim! Convidarei alguns seguidores para curtir este momento comigo e mostrarei tudinho – claro, no post sobre a festinha de 1 ano do Divahgando. Um beijo enorme e MUITO OBRIGADA por fazerem parte disto tudo comigo! Que venham os próximos anos…

 

Cuide do corpo no qual habitas

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Nunca fui uma pessoa muito ligada à exercícios físicos, confesso! Passei muito tempo da minha adolescência sendo obrigada a fazer aulas de educação física, pois além de constar na grade curricular do Colégio onde estudava, eu simplesmente não conseguia gostar destas aulas. Preferia passar meu tempo nas aulas de português e matemática do que  sofrer tentando jogar vôlei, handball, futebol ou qualquer coisa que viesse com o “ball” em seguida.

Eu adorava as aulas de ginástica artística ou dança, mas não era sempre que tinhamos nas aulas. Mas finalmente o Colégio acabou e a vida foi seguindo seu rumo até que a idade vai chegando e o corpo parece que vai pedindo socorro. Sabe quando você se dá conta que está mais sedentária que sua bisavó? Pois é…Eis-me aqui! Eu já tentei gostar desta coisa meio fitness de acordar muito cedo para malhar e sair feliz e contente para a academia, mas isso nunca aconteceu, acho que muito se deve ao fato de ter sido obrigada a cumprir minhas aulas de educação física na adolescência: traumatizei! e acabei levando esta ideia para a vida adulta.

O nosso cérebro comanda tudo no nosso corpo e se você não souber entender as mensagens que ele te manda, você provavelmente vai ficar cada dia mais sedentário(a) e preguiçoso(a). Apesar de não gostar de malhar nem um pouco sei muito bem os benefícios que este hábito traz para a saúde, isso é indiscutível; mas será mesmo que malhar é tão chato assim? Será?

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Já me matriculei inúmeras vezes em inúmeras academias. Me sentia melhor psicológicamente estando matriculada, mas frequentar as aulas era uma raridade; as poucas vezes em que ia, me irritava muito ter que esperar a fulaninha que ficava encaroçando no aparelho, ou esperar a conversa do professor com alguma aluna tentando sensualizar para ele (cadê paciência, Senhor!), ou observar os narcisistas da academia que passavam o dia INTEIRO na academia se olhando no espelho e ajeitando o cabelo, aturar o desfile de moda fitness diariamente…Sabe, isso me cansava a beleza! Dava uma preguiça! Mas aí eu resolvi que: eu estava deixando estas coisas me dominarem. Isto tinha que mudar!

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Resolvi mandar a seguinte mensagem para o meu cérebro: vou malhar com foco e ser perseverante independente de situações externas.  E assim foi feito! Se eu estou gostando? Ainda não…mas já fiz tanta coisa na vida sem gostar e continuo viva, por quê não tentar ser mais gentil com meu corpo e saúde? Afinal de contas, a ginástica começa na mente e depois reflete no corpo e eu estava/estou precisando mudar velhos hábitos e me dar o direito de tentar. Sou completamente capaz de exercer qualquer coisa, desde que eu queira. E confesso, apesar de não gostar…está me fazendo um bem danado! Então se você é ou era como eu, que tal tentar mudar de lugar, sair da rotina e fazer algo novo? Pode não ser exatamente entrar na academia e sim uma aula de dança, uma caminhada na sua rua, uma corrida…

Para começar só é preciso o primeiro passo e para continuar…um dia de cada vez, assim como eu faço. Comece a se cuidar, a se amar mais e a dar mais valor ao corpo em que você habita, porque você é o único responsável por esta máquina, então não deixe-a parada muito tempo, senão o motor estraga e aí minha amiga, nenhum mecânico poderá consertar!

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Deixe aqui sua opinião sobre este post ou conte um pouco sobre a sua rotina de exercícios. Vou adorar conversar com você! Não se esqueça de se inscrever no blog para ler os posts assim ! Um beijo grande e um ótimo treino…

 

 

Divagando neste Carnaval

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Fala a verdade, Carnaval com sol combina com praia não é mesmo? Mas assim como você, outras zilhões de pessoas também pensam o mesmo e com isso a praia fica como? LOTADA! Mas praia lotada não é para qualquer um, tem que ser MUITO paciente ou estar tratando sua evolução espiritual porque…No momento que a praia lota, a educação parece desaparecer!

Você já acordou cedo para curtir a praia tranquilamente, escolheu seu local milimetricamente pensando no seu conforto e sossego e 2 horas depois foi acordado por uma bolada na cara por seres humanos felizes e contentes que decidiram jogar bola exatamente do lado da sua barraca?  Pois bem…como eu disse, a praia é pública, mas será que não teria um local melhor para jogar bola (seja, vôlei, altinho ou futebol) sem ser na praia lotada? Porque é óbvio que a bola VAI machucar alguém!  Mas aí você respira fundo, conta até 3000 e tenta relaxar novamente.

Melhor até dar um mergulho para o mar levar as energias ruins geradas dentro de você por causa disso tudo, mas no caminho para o seu mergulho, atletas olímpicos de frescobol que decidiram treinar na beira da água, sequer pararam o jogo para você passar, até porque eles são atletas olímpicos! Porquê parariam esta partida que vale medalha de ouro no quesito “COM LICENÇA” para que um banhista pudesse adentrar o mar? Mude você sua rota! Ora bolas!

Você pensa “não vou me estressar com isso” e segue seu caminho em direção ao mar para relaxar. No primeiro mergulho que você dá na água, uma enorme prancha de stand up paddle acerta sua cabeça! Pronto! Na certa foi um acidente e o cidadão sob a prancha pedirá desculpas não é mesmo? Bem…quem espera sempre cansa! Alguns seres humanos desprovidos de boa educação e bom senso simplesmente desconhecem a existência da palavra “Desculpa” do dicionário. Fazer o que?!?

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Você decide mais uma vez relaxar e e eis que…um grupo de  pessoas super educadas colocam a barraca praticamente DENTRO da sua sombra e para testar de vez sua evolução…ligam o rádio em músicas cheias de palavrões e duplo sentido nas alturas. Fone de ouvido? Por quê tê-los? É sempre melhor obrigar a praia inteira a ouvir a mesma música que você! Eu particularmente ADORO ser obrigada a ouvir “proibidões” praianos para relaxar! Mas numa tentativa de “deixa pra lá, focarei em outra coisa” você respira fundo e tenta relaxar afinal, você saiu da sua casa cedo para relaxar!

Tentando curtir o sol mais uma vez você cochila com o vento no rosto e repentinamente é acordada por uma tempestade de areia na cara!!!! É uma delícia ser acordada por chuva de areia da cidadã da barraca ao lado que decide limpar a canga dela sacudindo a areia contida na mesma em todos a volta. É uma sensação de esfoliação facial maravilhosa!

Mas…mantendo a ideia de relaxar, você decide cochilar para esquecer os problemas que não são seus, mas o cochilo dura apenas alguns segundos; até ser lambida na cara pelo cachorro de alguém que mesmo sendo alfabetizado e completamente capaz de ler a placa na entrada da praia que dizia: “PROIBIDO ANIMAIS”, fingiu não entender e sambou na cara da sociedade! Não somente o cachorro lindinho te lambeu como desfilou na Fashion Week da sua canga!!!! Adoro!

Entao, invadida por um sentimento pleno de…resiliência, você decide recolher suas coisas e partir para sua humilde residência porque….já deu por hoje! Você cata todo o seu lixinho e coloca tudo no saquinho como uma boa cidadã deve fazer, mas pelo caminho se depara com zilhões de banhistas incapacitados de recolher seu próprio lixo…você muito consciente resolve recolher o lixo alheio porque praia não combina com sujeira e a natureza não tem culpa da falta de consciência das outras pessoas. Chega no carro com um contêiner de lixo recolhido (mas a orla toda tem lixeiras), os deposita ali e tenta sair, mas algum ser humano evoluído estacionou exatamente na frente do carro e literalmente te “prendeu” ali! Aí como adoro praia!

Já respirando cachorrinho você entoa um mantra para não ligar para toda esta situação e aproveitar o ventinho, decide sentar em um quiosque e tomar uma água de coco aproveitando a vista. Sua água de  coco? Estava quente como o versão do Rio de Janeiro, mas está valendo, afinal de contas…nada melhor do que uma água de coco na beira da praia…

Algumas horas depois você consegue retirar o seu carro da vaga e partir, mas um engarrafamento aabsurdo te recebe de braços abertos. Você liga o radio numa música bem calma e continua sua direção respeitando as placas de sinalização, mas é fechada por motoristas vindo pelo acostamento ao som do pancadão que faz seu carro tremer todo. O cidadão do acostamento após olhar para você com cara de “e aí otaria?!” dá um arroto de felicidade e joga a latinha de cerveja que ele, mesmo ao volante bebia, no asfalto. Certamente ele estava à procura de uma lixeira, mas não a encontrando fez isso! Cada um oferece ao próximo o melhor de si!

Bem, 13 horas depois, você chega em casa que fica apenas a umas 2 quadras da praia; feliz e contente você reflete: “Nada melhor do que uma praia mo carnaval”…Será?!?

Bem, por hoje é isso minha gente! Apesar de ser apenas uma brincadeira, todos os fatos aqui descritos já foram vividos por mim! Então bora pensar um pouquinho mais onde acaba o seu limite e começa o do próximo! Educação é sempre bem-vinda não só na praia mas no dia a dia! E se educação não é o seu forte, use o bom senso e não faça com os outros àquilo que não gostaria que fizessem com você! Se você gostou do post, se inscreva no blog para ler em primeira mão tudo o que acontece aqui. Se tiver críticas, dúvidas ou sugestões, deixe seu comentário, vou adorar responder! Um beijo grande e uma ótima praia neste carnaval!

Sua música desafina?

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Vocês escutam música? Eu sim! Eu posso dizer que cresci ouvindo e escutando música. Meu pai desde sempre inventava músicas para me fazer dormir. Eu nunca dormia, é bem verdade, mas lembro-me dele cantando e das músicas até hoje! Meu avô compunha muitas letras de música e com isso, os finais de semana eram regados a serestas sem fim. Para uma criança do alto de seus 4 anos de idade, o som não era tão agradável quanto escutar Uni Duni Tê do Trem da Alegria ou qualquer coisa do Balão Mágico, confesso; mas não achava ruim, apenas…diferente, afinal “Não se reprima”do Menudos era o meu lema. Mas eu gostava mesmo era da atmosfera: todos reunidos, com violão, cantando com a alma músicas que mexiam com qualquer pessoa. Eu me lembro até hoje de meus avós cantando “Carinhoso” e “Trem das Onze”; êta tempo bom! Minha avó materna também cantava boleros como ninguém!

Mamãe só dormia ouvindo música e naquela época o “Good Times 98” era o máximo; eu adorava o George Michael cantando “Careless whispers”. E o que dizer de “Lua e Flor” do Oswaldo Montenegro e “Bem que se quis” da minha amada Marisa Monte? Inesquecíveis, não é mesmo? Elas embalaram minhas férias em 1989; para uma criança de 7 anos era algo muito incomum esse gosto musical, mas…que mal havia nisso?

As noites de verão da minha pré-adolescência eram curtidas na varanda de casa cantando músicas embaladas pelo som do violão tocado magistralmente pela minha tia. Perdi até as contas de quantas vezes a fiz tocar “Marinheiro só”, “Cativar”, “Andanças” e “Gato Preto”; ou quantas vezes me emocionava cantando “Amigo” do Milton Nascimento ou “Rosa de Hiroshima” do Vinícius de Morais, mas interpretada de forma exemplar na voz de Ney Matogrosso.

Mas o tempo foi passando e o Cazuza foi entrando em minha vida sem pedir licença; mas… “Faz parte do meu show”, ou melhor, do show do Cazuza! Assim como “Codinome Beija-flor”, “O tempo não pára” e tantas outras. Tudo isso, devo muito aos meus irmão mais velhos (são mais de 6 anos de diferença de idade), portanto muito do que eu ouvia, eram as músicas que meus irmãos meus velhos gostavam como todas do Renato Russo (minha preferida era Ventos do Litoral e Somos tão jovens), algumas da banda Nenhum de nós (Camilaaaaaaaa), Engenheiros do Hawaí e tantas outras bandas que eram MUITO top naquela época. E as músicas internacionais? Sim…cantava muitas (com o nível de inglês da Pepê e Neném), como algumas do Information Society, Madonna, AHA  (eu era apaixonada pelo vocalista do AHA); e tempos depois já  me achava “A” própria Whitney cantando ou uma Mariah Carey, tamanha “embromation” que eu tinha! kkk E não posso esquecer da minha fase de adolescente super rebelde sem motivo algum, em que OASIS simplesmente escrevia para mim! Poderia definir aquele período da minha vida como “Wonderwall” do Oasis, claro!

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Hoje, como boa geminiana, há dias que prefiro ouvir um Michel Bublé (eu amo MB num nível MASTER), uma Alicia Keys, Marisa Monte…mas também tenho meus momentos de alegria infinita em que só me importa ouvir um ritmo bom e dançar! Mas porquê eu contei toda a história da minha vida através da música? Pra quê todo esse blá blá blá?

Muito simples: reparei que cresci escutando músicas que tinham uma letra/mensagem coerente, interessante ou até mesmo que me fazia refletir. Nunca meus pais me deixaram ouvir ou assistir algo que não fosse pertinente ao meu entendimento (de acordo com minha idade). Mas e você? A música que você escuta está te passando que tipo de mensagem? Porque hoje, eu ligo o meu rádio e ouço MUITA porcaria e preciso trocar imediatamente a sintonia, porque por mais legal que seja o ritmo, algumas letras simplesmente não me acrescentam NADA, são verdadeiros apocalipses musicais ou enormes poluições sonoras. Eu quero e preciso ouvir algo que conforte meus ouvidos, alma e coração, mas fica difícil com certas letras. Você concorda com aquilo que está ouvindo? Porque apesar do ritmo de algumas canções serem até legais, a letra é de uma baixaria absurda! E aí você acaba por alimentar os seus ouvidos com lixo…Será que seu ouvidos merecem lixo?

Eu sei que cada um ouve/escuta o que bem entender! Mas muito daquilo que você ouve influencia a criança que está do seu lado. Como uma criança interpreta uma letra de música cheia de palavrões? Seria mesmo adequado e necessário deixar uma criança ouvir e fazer as coreografias altamente sensuais -para uma criança- de certas músicas? Será mesmo? Eu não tenho filhos no momento, mas fico pensando no que deve passar na cabecinha de uma criança quando ouve: “senta, senta, senta” e faz a coreografia! Será que estamos contribuindo realmente para o desenvolvimento desta criança, ou será que estamos avançando etapas de uma das melhores fases da vida: a infância? Cada música tem seu ouvinte, cada ouvinte interpreta-a de uma maneira diferente, mas nem toda música deve ser ouvida em alto e bom som.

Vivemos em sociedade, por mais difícil que possa parecer, e é exatamente por isto que deveríamos nos policiar ao ouvir certas coisas. Porque hoje em dia, os valores estão tão deturpados que tudo passa a ser”normal” quando na verdade não são de fato! Preste atenção no que ouve! Não seja engolido por letras que não te representam. Seja você! Pense, reflita e escolha ouvir algo que te faça melhor a cada dia, porque música foi feita para ser ouvida e sentida; já o barulho…este só serve para incomodar mesmo! Eu não sei vocês, mas música para mim, tem de ser afinada!

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Boa reflexão para vocês e uma ótima noite! Se vocês gostaram deste post, deixem um comentário, sugestão ou até sua crítica. Vou adorar responder! Não esqueça que quem se inscreve no blog, lê os posts primeiro. Beijos mil…

 

Conversa vai, conversa vem…

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Sexta-feira me parece um bom dia para “divagar” sobre as coisas que me impressionaram ao longo destes dias. E uma dessas coisas foi a forma como as pessoas andam se “falando” ultimamente. Vocês já notaram a quantidade de pessoas que passam quase que o dia inteiro on-line conversando? Já pararam para pensar que há uns 20 anos atrás o jeito com que nós nos comunicávamos era completamente diferente? Pois é…As coisas mudam! Algumas para melhor, outras já tenho algumas dúvidas!

Eu confesso que sou uma pessoa observadora, não nego; e em uma dessas minhas andanças vi dois adolescentes sentados conversando no celular. A princípio, achei normal, afinal…quem não fica no whatsapp o dia inteiro que atire a primeira pedra! Mas observando melhor, constatei que os dois conversavam entre si, só que pelo celular! E eu achei aquilo tão sem sentido! Oras, se estavam exatamente um sentado ao lado do outro, por que eles não conversavam olhando nos olhos, interagindo com a outra pessoa sem a necessidade de uma tela entre eles?

Bem, observado este fato, eu continuei na minha “pesquisa sociológica” sobre os adolescentes tamanha era a minha surpresa nesta descoberta que mudaria toda a história da humanidade naquele momento! E daí percebi que eles não tinham problemas na fala (como cheguei a pensar), pois eles riam alto e debochavam entre si via celular! Mas meu momento “pesquisa sociológica” chegou ao fim e segui meus afazeres refletindo sobre o que eu acabara de ver. Esse mundo está tão estranho! Ou será que eu é que estou ficando completamente ultrapassada? hummmm…será?!?

Lembro-me que uma das coisas que mais gostava em minha adolescência era de conversar com meus amigos. Nossa, era tão divertido reunir a galera e ficar batendo papo até cansar; ouvir diferentes opiniões, olhar nos olhos dos outros para ver se realmente o que a pessoa falava era verdade, observar o jeito como alguém contava um determinado assunto, ouvir a risada dos outros, ver os gestos que faziam, as caras e bocas…Eu adorava aqueles momentos altamente filosóficos! Mas hoje em dia as coisas estão diferentes…

Hoje, as pessoas conversam, e MUITO, só que utilizando uma tela (de celular, ipad, notebook, computador e sei lá mais o que) e isso perde aquela graça que existia antigamente quando as pessoas se reuniam para conversar pessoalmente; perde o “contato” físico, a presença, perde o riso fora de hora, as caras e bocas do amigo que não sabe controlar quando duvida de algo, perde as mímicas impagáveis e os gestos “exacerbados” dos mais ativos e eufóricos, enfim..perde a “magia”. Porque quando você está atrás de uma tela, é como se você virasse um personagem de si mesmo. Alguns são sempre felizes, bonzinhos e misericordiosos, parecem até saídos de algum conto da Disney; outros respondem com carinhas que por vezes, agente não entende o significado (já pararam para observar a quantidade de emojis que agente não sabe para que servem mas que mesmo assim os utilizamos?); outros ficam mudos por horas e só respondem dias depois e outros interpretam as coisas completamente erradas e se acham vitimizadas e o passo seguinte é te bloquear ou criar outros grupos sem te incluir para que assim possam falar mal de você por trás. Ficou muito complexo conversar ultimamente!

Precisamos entender que nem tudo que se escreve tem o mesmo peso de quando se fala. A fala é tão surpreendente que através dele conseguimos expressar diferentes sentimentos, só pelo jeito com que falamos e/ou pela entonação que usamos. Já a escrita não vem com a emoção da fala, cada um tem seu jeito de interpretar. Que fique claro que não estou desmerecendo a escrita, até porque amo ler! Mas falar cara a cara com alguém é tão bom e é tão difícil nos dias de hoje!

Sei que estamos no século XXI e que a tecnologia está aí para ser utilizada em nosso favor, mas neste quesito, preferia a forma como acontecia há uns 20 anos atrás. Podem me chamar de ultrapassada ou do que quiserem, mas conversar para mim sempre será melhor olhando nos olhos! E nem adianta dizer que tem o Skype, o facetime etc, prefiro estar ali…face to face com alguém, reservar um tempo para aproveitar a presença da pessoa, dar valor àquele momento, que hoje com a vida corrida quase não temos, olhar nos olhos, sentir a energia que ela passa, perceber a “carga” daquilo que ela conta…será que está escondendo algo? Será que esse sorriso murcho esconde alguma coisa? Porque tudo isso agente consegue perceber conversando pessoalmente, já pela tela…não! Até porque eu posso estar me sentindo um lixo e colocar uma carinha de gargalhadas e ninguém vai desconfiar, mas pessoalmente isso fica muito difícil de não ser percebido!

Não sei se filosofei demais ou se estou ficando velha e nostálgica com isso e com toda essa mudança na forma com que nos “comunicamos”, mas a verdade é que a vida é curta demais. As pessoas “estão” hoje em nossas vidas mas não sabemos até quando permanecerão nelas, então acho que temos que aproveitar esse convívio; reservar o nosso tempo, tão precioso e cada vez mais escasso, para estes momentos de conversas infinitas sobre temas  diversos com as pessoas e não com as telas e seus personagens. E vamos começar o fim de semana curtindo mais as pessoas e suas conversas! Bye…