Moda francesa: Kookaï

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Oi gente linda que me segue aqui nesta blogosfera querida, tudo bem com vocês? Hoje eu voltei cheia de gás para falar um pouco sobre um assunto que adoro: moda! Na verdade, vim contar um pouquinho sobre a história de uma grife bem conhecida e bastante famosa nas terras francesas e mundo afora. A pergunta que não quer calar é a seguinte: vocês conhecem a Kookaï? Se conhecem, que bom; se não conhecem, é só me seguir que vou contar tudinho…

A Kookaï é uma grife francesa, cujo nome foi uma homenagem a um monge budista japonês. A sua história começa lá em 1983, quando a marca foi fundada pelos amigos Jean-Loiu Tepper, Philippe de Hesdin e Jacques Nataf, sem nenhum estudo prévio de marketing, apenas a ideia fixa de se aventurarem pela indústria da moda explorando um nicho de mercado pouco trabalhado: roupas de malha para as mulheres francesas mais jovens, na faixa de 25 a 35 anos.

A ideia deu tão certo que em 1986, a marca acaba se instalando no coração do bairro de Sentier, um bairro voltado à atividade têxtil, na rua Réaumur e em setembro do mesmo ano inaugura 4 lojas piloto em Paris. Já no ano seguinte, surge a “kookaïette”, uma garota-propaganda da marca que foi representada pela figura de uma jovem impertinente e que sem medir suas palavras se lança em suas aventuras e vive a vida ao máximo com o espírito jovem da sua faixa etária. Sua expansão internacional começa a tomar forma em 1989 e devido ao seu sucesso, abre algumas franquias na Bélgica, Alemanha e Itália. Loja da rua Réaumur, em paris

Após lançar sua primeira fragrância chamada “Oui-Non” par Gemey-Paris (grupo L’Oréal) em 1993, a Kookaï se junta ao grupo Vivarte (empresa francesa responsável pela distribuição de moda prêt-à-porter com mais de 17000 funcionários e também donos da Naf Naf, Caroll, La Halle entre outras) em 1996. Neste mesmo ano, ela abre suas portas no mercado Asiático (Japão, Taiwan e Hong Kong), no Oriente Médio e no Reino Unido.

Em 2008 ela lança sua vendas online, a “KOOKAÏstyle” e paralelo a este lançamento, surge a linha para meninas, expandindo sua gama de clientes, fruto da criatividade apurada de sua principal estilista: Catherine Marnata, já que a grife conta com um grupo de estilistas composto por mais de 20 pessoas.

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Mas nem só de fama vive a grife, ela também tem o compromisso ético com diversas campanhas sociais mundo afora, como as campanhas da UNICEF relacionadas à vacinação, Aids e o câncer de mama. Toda esta veia social da marca também se expande para outros campos da moda; a marca ajuda estudantes de moda em sua carreira e participou junto com a Fundação Elle, de um concurso (“Prix ELLE Solidarité Mode”) onde 3 participantes (designers) teriam a oportunidade de criar uma pequena coleção-cápsula para a marca que seria vendida em todas as suas lojas.

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Eu particularmente acho-a bem interessante e realmente bem “jovem” mas com um espírito chic-parisiense. O preço de suas peças são mais acessíveis já que o público-alvo é mais jovem e quer investir em peças dentro das tendências da moda,mas que custem um preço justo. Hoje, a marca está presente em diversos países, com mais de 190 pontos de venda na França e cresce a cada ano, aumentando assim sua participação no mercado internacional. Seus principais concorrentes hoje são: Zara e H&M. Nada mal para uma grife que começou com apenas uma ideia e muita coragem.

E vocês, conheciam a Kookaï? Contem aqui nos comentários o que acharam da marca ou se têm alguma grife francesa preferida. Espero que tenham gostado do post e se gostaram, deixem um like/curtida e não esqueçam de se inscrever no blog para ficar por dentro de tudo o que acontece aqui. Um beijo enorme e até o próximo post…

 

Moda francesa:Vanessa Bruno

 

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Quem me acompanha sabe que gosto muito da moda francesa. Acredito que algumas grifes francesas conseguem fazer uma “Moda” sem afetação, baseada na qualidade de seus produtos, na beleza das tramas do tecido, nos detalhes, no conforto e conseguem mesmo com isso tudo trazer uma leveza e uma elegância ímpar, mesmo sendo simples! Adoro encontrar peças bem feitas, confortáveis e elegantes. É por isso que hoje vim contar um pouquinho da história da grife francesa Vanessa Bruno.

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Vanessa Bruno, a estilista e fundadora da grife.

A grife Vanessa Bruno tem o nome de sua fundadora e estilista. Sua mãe era top model e dinamarquesa e seu pai foi o cofundador das grifes Cacharel e Emmanuel Kahn. Toda esta ligação com a moda desde cedo, acabou fazendo com que ela se tornasse modelo aos 15 anos de idade e alguns anos depois, em Montréal, no Canadá ela decidiu levar a Moda mais a sério e resolveu estudar para se tornar estilista. Em 1996, aos 24 anos ela lançou sua própria grife e em 1998 abriu sua primeira loja em Paris. E aprtir daí nunca mais parou de criar.

vanessa7Sua grife faz um enorme sucesso no mercado francês e em toda a Europa graças às suas criações elegantes e ultra-femininas, como seus tricôs espessos, suas calças com corte diferenciado,  os tons sóbrios e pastéis e pela bolsa tote com brilho que fez muito sucesso em Paris e permanece até hoje como um dos itens mais vendidos da grife. Hoje, a grife é sinônimo de luxo-francês mantendo o ar de naturalidade e conforto, uma elegância natural. Isso fez de Vanessa Bruno (estilista) a queridinha das celebridades francesas como Vanessa Paradis, Charlotte Gainsbourg, Élodie Bouchez e Charlotte Rampling.

O sucesso da grife foi tamanho que em 2011 a grife decidiu lançar seu próprio perfume chamado “L’Eau” (que em português quer dizer “A água”) em colaboração com a Biotherm. Mas qual seria o motivo do sucesso da grife? De acordo com a própria estilista, o sucesso é fruto de uma moda feminina feita por uma mulher para vestir outras mulheres de um jeito “chic-parisiense” com o qual todas as mulheres pudessem se sentir à vontade usando, por isso suas roupas tem detalhes graciosos como laços, tecidos finos como a seda, plissados discretos e corte desestruturado. Suas coleções sempre apresentam diferentes opções de vestidos, saias, calças, jaquetas, blusas e camisetas com um estilo urbano sem artifícios, mas elegante.

Toda esta proposta “chic-parisiense” à levou ao mercado Japonês, Australiano e Tailandês e o sucesso foi imediato por lá também. Hoje a estilista também cria para sua grife secundária a Athé que tem uma proposta mais acessível que a grife com o seu nome. O fenômeno Vanessa Bruno a tornou uma estilista reconhecida no cenário da Moda francesa representando uma nova geração de criadores com identidade própria e com um carisma incrível. Mas mesmo com toda esta fama, a grife prefere utilizar mulheres comuns e não celebridades em suas campanhas, pois acredita na força das mulheres do dia-a-dia.

Se você se animou com toda a história da grife e adorou as criações da Vanessa bruno, aconselho a visitar o site, mas já informo que pode ser chocante ao visualizar o preço, pois apesar de toda esta proposta elegante, confortável, chic…para os nossos bolsos é quase falência kkk! A qualidade é indiscutível, assumo, mas o preço é bem salgado! Então se mesmo assim você quiser uma peça da grife…espere as promoções porque só assim o preço começa a parecer mais simpático.

Bem meu povo lindo e chic, essa foi mais uma grife francesa que apresento à vocês. Espero que tenham gostado do post e se gostaram não esqueçam de dar um like/curtida. Aproveitem para se inscrever no blog e ficar por dentro de todas as novidades do meu mundo. Um bejo cheio de elgância brasileira para todos vocês e até o próximo post…

 

 

Moda francesa: Sandro

sandro12Oi gente linda! Olha eu aqui de novo para falar sobre mais uma marca francesa que eu gosto muito: a Sandro. Vocês já devem ter lido o post ou já conhecem a marca francesa Maje, né? Se ainda não conhecem é só ler o post que escrevi. Voltando…A Sandro também é uma marca francesa bem famosa e olha a coincidência: a Maje é irmã da Sandro, literalmente! Vou explicar…

Na moda francesa há uma rivalidade fraterna entre duas irmãs: Evelyne Chetrite, criadora da Sandro e Judith Milgron, fundadora da Maje. Hoje, falarei para vocês da Sandro, uma outra marca que eu ADORO e que só depois de pesquisar sobre a Sandro é que descobri essa rivalidade fraterna entre as duas grifes, que diga-se de passagem, são igualmente lindas!

Evelyne Chetrite, nasceu no Marrocos e passou sua adolescência no bairro de Sentier em Paris, que por acaso é um bairro de renome na área têxtil. Fez faculdade de Direito, mas abandonou seus estudos para se lançar em algo novo e do qual ela amava muito: a moda! Ela fez o caminho inverso, aos 22 anos investiu numa carreira criativa mas antes de se lançar neste universo criativo decidiu estudar economia e comércio para saber como funcionava toda esta área tão importante antes de montar seu próprio negócio: sua marca de roupas Sandro, que finalmente foi criada em 1984.

A primeira loja da Sandro foi aberta na rue Vieille-du-Temple em Paris em 2004. Seu público-alvo são mulheres sedutoras e refinadas e com uma pegada rock and roll, mas nada adolescente; mulheres na faixa dos 20-40 anos que amam a moda mas não são escravas de tendências. Por isso, suas peças são atemporais e seus tecidos são fluidos como a seda, o linho ou mesmo a lã (apesar de não ser fluido) mas com alguma bossa e o melhor é que seus preços são bem abordáveis.

Bem, para nós brasileiras, é caro, tendo em vista que nossa moeda é fraca frente ao euro, mas podemos nos arriscar a investir numa peça durante as liquidações francesas que sempre acontecem em janeiro e julho. É importante mencionar que a Sandro também faz roupas masculinas criadas pelo filho de Evelyne: Ilan Chetrite desde 2007 e o nome correto é Sandro Homme. Hoje a Sandro já tem mais de 1.118 pontos de vendas em vários países ao redor do mundo, mas infelizmente, a Sandro ainda não chegou ao Brasil. Alô Evelyne….faz favor de abrir logo uma loja aqui heim! kkk

Para Evelyne o segredo de seu sucesso foi acreditar em si mesma e em seus sonhos. Mas nem tudo são flores, a marca que era algo bem manual, foi adquirida em março de 2016  (sendo 51% mantida nas mãos de sua fundadora Evelyne Chetrite) pelo grupo chinês Shandong Ruyi por cerca de 1,3 milhões de euros. UAU! Engana-se quem pensa que a Sandro virou uma marca chinesa ou que ficou sem novidade; este ano mesmo (2017) Evelyne anunciou o lançamento da linha de óculos de sol da Sandro com colaboração da ótica Mondottica e a novidade já fez sucesso em paris.

Eu serei bem sincera com vocês, adoro a grife, mas é cara para o meu padrão, então…aproveitei a liquidação de julho (estava estudando no Marangoni de Paris) e comprei uma blusinha de renda liiiiiiiiinda de viver por apenas 47 euros! Só mesmo na liquidação para eu conseguir comprar uma blusa de renda da Sandro por este preço. Então fiquem de olho nestas liquidações porque valem a pena heim!

Espero que vocês tenham gostado da história da Sandro e aproveitem para conhecer a grife que é uma graça! Se você gostou deste post, ajuda eu aquiiiiiiii e dá uma curtida ou se inscreva no blog para ficar por dentro das minhas divagações. Não esqueça de deixar seu comentário, dúvida ou sugestão, vou gostar muito de interagir com você. Um beijo de luz com muita elegância…francesa! kkk

 

 

 

Moda francesa: Maje

 

Oi gente linda do meu Brasil varonil! A pergunta que não quer calar é a seguinte hoje: vocês conhecem a Maje? Não? Mon Dieu! A Maje é uma marca de prêt-à-porter (pronta para usar) francesa muito famosa na França e também conhecida ao redor do mundo. Apesar de vivermos em um mundo globalizado, entendo que nem todo mundo conhece AINDA a Maje ou já ouviu falar sobre; mas de todo modo hoje este post será dedicado somente à ela, que ocupa lugar cativo no meu seleto coraçãozinho.

Quando pensamos em Moda francesa algumas marcas ou maisons nos vêm à cabeça: Christian Dior, Chanel, Givenchy, Hermés entre outras, mas estas que citei são as Maisons de hâute-couture (alta costura) francesa e não é todo mundo que tem acesso a estas marcas, não é mesmo? Mas existem as marcas francesas de prêt-à-porter, que são marcas conhecidas, de qualidade, antenadas com a tendência de mercado e que estão bem longe de ser uma fast-fashion como Zara, H&M ou Forever 21.

Judith Milgron é a fundadora da Maje. Nascida no Marrocos, Judith e sua irmã Evelyne Chetrite passaram sua adolescência no início dos anos 90 no bairro do Sentier, um bairro não-turístico de Paris onde na época a atividade têxtil dolocal fazia um enorme sucesso. Aproveitando a fama do bairro, as irmãs decidiram investir em conhecimento nesta área têxtil e em comércio também antes de se lançar neste universo da Moda. Alguns anos depois, após ter trabalhado com sua irmã na marca da mesma (Sandro) Judith decidiu lançar sua própria marca e o nome MAJE vêm da mistura da iniciais das duas irmãs.

Após lançar um pequeno quiosque na loja de departamento francesa Printemps no 5º andar o sucesso foi inevitável. Nascia ali uma marca acessível e criativa voltada às jovens mulheres com pegada boho-chic. O segredo do sucesso da Maje naquela época foi lançar um look completo por 200 euros (algo difícil de se encontrar em Paris) e juntando ao look, rico em detalhes e bordados; uma vasta opção de bolsas, sapatos e bijoux para combinar e abrilhantar o visual. Suas peças em seda chinesa, os micropulls e as túnicas cheias de bordado definitivamente vieram para ficar. Em 2003 a primeira loja da Maje foi inaugurada na Rue du Four, em Paris. Em pouco tempo, a Maje expandiu-se para Kwait e Arábia Saudita e por toda a Europa. Hoje, já são mais de 1000 lojas espalhadas por diversos países, mas infelizmente, ainda não chegou ao Brasil.

Hoje as roupas da Maje já não são tãaaao acessíveis como antes, mas valem pela qualidade e preocupação com os detalhes nos bordados e aplicações. Eu sou suspeita para falar, pois adoro roupas com bordados delicados ou trabalhos manuais diferentes aplicados nas peças e como sabemos, tudo o que é feito à mão deve ser valorizado, pois é algo único, é uma arte e como arte, os preços refletem todo este esmero. Mas se você ficou tentada a conhecer a marca e/ou investir em alguma peça, aproveite a época de liquidação na França para se aventurar neste mundo. Posso te dizer que não vai se arrepender e possivelmente gastará MUITO menos do que fora da liquidação. As liquidações na França acontecem sempre no início do ano (janeiro) e no meio do ano (geralmente inicia-se em julho e termina no início de agosto). Foi exatamente neste período do ano em que eu estava estudando no Istituto Marangoni de Paris e arrematei um vestido Liiiiiiindo de viver da Maje com desconto de 75%! Certamente se o preço fosse cheio eu jamais teria condições de comprá-lo, mas com 75% de desconto…Agora, se você estiver por Paris e quiser saber onde encontrar a Maje outlet, anote aí na sua agenda: 4 Rue marseille, 75010 Paris (canal St Martin/Gare de L’Est, 10ème), aqui você vai encontrar as peças até mais atuais só que com descontos menores que nas liquidações de janeiro e julho.

Espero que você tenha gostado de conhecer, mesmo que de forma superficial, esta marca francesa que tanto aprecio. Acredito que a moda e a arte caminham juntas e ambas fazem parte do nosso dia-a-dia, pois contam, através do tempo a nossa história. Convido todos vocês a lerem mais sobre Moda e tenho certeza que vão se apaixonar pelo universo, que apesar de parecer fútil para todos, é um universo riquíssimo e banhado de história e conhecimento.

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Por hoje é só gente linda! Desejo um cheiro gostoso à todos e uma semana linda e produtiva! Lembrando sempre que para ler os posts fresquinhos é só se inscrever no blog e se você gostou deste post…dá uma curtida! Obrigada por poder dividir um pouco do meu Universo e tempo com vocês…Beijos mil!

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